Um cara considerado estranho por todas as pessoas que já o conheceram superficialmente sempre dizia que só conhecia o que há de ruim, e quando enfrentava riscos encolhia o peito e saia desesperado à procura de abrigo simplesmente por insegurança para não perder tudo aquilo que já tinha. Mas ele sabia que já tinha a felicidade que todos um dia procuram ou que morreram sem ter, a sua felicidade era poder ser quem ele quisesse ser, um dia super simpático, no outro dia um soldado, de plástico, que seja, só por ter adrenalina no sangue o suficiente de supor 10 passos a sua frente e imaginar diferentes movimentos, sejam eles estúpidos ou inteligentíssimos.
A única coisa que ele não tinha é a felicidade que ele não sabia se era dele ou se teria que ser compartilhada para se tornar uma felicidade, chamada por amor por todos que um dia já teriam tocado no assunto de ele ser solteiro a esta altura do campeonato, esta altura do campeonato que ele nunca sabia que altura seria essa, muitos se opunham a ele pela forma de como ele via a felicidade, afinal de contas, todos nós sabemos que temos que viver cada dia como se fosse o último, mas esse cara estranho não sabia disso, vivia e vivia muito, afinal, na sua concepção, a vida é um compromisso muito sério, com qual você não pode cometer o menor indício de risco ou irá perdê-la, todos o perguntavam porque tanta seriedade ele deferia socos e pontapés em forma de palavras, mas de uma forma sutil e muito gentil, seu discurso predileto era a tradução de uma frase de um dos seus compositores favoritos, Bob Dylan, " Há muitos aqui entre nós que sentem que a vida é só mais uma piada. ", e ele sabia que isso de fato era verdade, e isso só se tornava cada vez mais realidade quando via anúncios de jovens mortos por besteiras, e outras calamidades públicas, que logo após vê-las desejava nunca tê-las visto.
Mas a questão em todo este contexto é sua visão sobre o amor, ele não sabia direito o que era, mas sabia que um dia ele iria bater na sua porta, e ele só esperava, as vezes sorria com essa estranha forma de busca ao amor, mas quando ele foi atrás, sim ele foi atrás, justamente na mesma época que ele vivia cada dia como se fosse o último, quando ele fazia os outros rirem e ria de tudo que todo mundo que estivesse com ele dissesse. Ele costumava ser o mais adorado por seu ligeiro grupo de amigos, conhecidos ou colegas, e isso o fazia feliz, mas ele queria era o amor, sempre disposto a ir atrás do amor, o encontrou, em vários corpos, em vários rostos, em vários pensamentos, em vários abraços e em vários beijos. Mas nunca o obteve com integridade, sempre faltava uma parte, e sempre isso o fazia triste, às vezes até chorava, mas nunca desistia, sabia que de tanto tentar um dia encontraria o amor, e tentou, tentou, e não importava o quanto ele tentasse ele acabou virando prisioneiro do amor, prisioneiro ao buscá-lo e não encontrá-lo e assim encontrou, não o amor, mas a solidão, a alegria em estar sozinho, logo se acostumou com essa ideia, isso o fez ser o que é hoje, as vezes esse sentimento de esperança, de euforia voltava, mas nunca tardava a ir embora. Muitas coisas se foram junto com essa razão, costumara se dedicar a tudo que fazia com o maior esforço possível, quando alcançava seu auge dizia para si mesmo, está bem, eu consegui, agora chega dessa palhaçada e vamos voltar para a realidade.
Costumava se lembrar temporariamente dessa sua juventude conturbada, e se perguntava o que teria se tornado, mas nem mesmo ele sabia a resposta, só sabia o prazer de ser solitário, com amigos, muitos fieis por sinal, e que ele gostava muito, mas sem o amor, que antigamente sempre procurava e ia atrás e agora só esperava que ele viesse ao seu encontro, logo não teria mais motivos nem para esperá-lo já que estaria focado de mais em carreira e como seria seu futuro. E toda essas questões não passavam de pensamentos jogados ao ar, de reflexão consigo mesmo. Vozes na cabeça e já não sabia mais oque fazer, não conseguia ver sentido no que fazia ou pensava, mais do que nunca precisava do amor, mais uma vez não o tinha.
Então desistir era sua melhor opção, mas pensava, sobretudo, que era cedo pra jogar a toalha, sabia que o futuro lhe guardara algo de bom, só que de todos os anos anteriores não era dele que o futuro se lembrou, pelo menos, não em sua concepção, o futuro não teria feito nenhum ano, ou sequer dia pensando nesse cara estranho, afinal, ele era estranho.
Decidido, cedo demais para desistir, então o que fazer a seguir, qual seria o próximo passo pra pensar em fazer, já que não sabia como encontrar o amor em nada, decidiu então que ainda era cedo demais para pensar nisso...
Juro que tem continuação ♥
very very nice *-*
ResponderExcluir